Kelly, o imbatível
O Billabong Pro 2008 foi encerrado dia 17 de julho em direitas mexidas de 1 metro e séries maiores na bancada de Jeffreys Bay, África do Sul. Com uma campanha irretocável, o norte-americano Kelly Slater conquista sua quarta vitória na temporada e segue rumo ao nono título mundial. Na decisão da quinta etapa do WCT, Slater bateu o atual campeão mundial Mick Fanning pelo placar de 16,73 a 9,40 pontos.
“Os campeonatos fazem parte da minha vida há muitos anos. De alguma forma tentei me afastar um pouco. Mas é difícil, pois amo competir. Gosto muito dos campeonatos porque eles nos ajudam a elevar o nível de surf. As melhores performances do mundo estão no circuito”, diz o norte-americano, que com a vitória em J-Bay alcança a incrível marca de 38 vitórias no circuito mundial.
A vitória rende US$ 30 mil e 1200 pontos no ranking ao norte-americano revelado na Flórida. Em sua décima quarta temporada no “dream tour”, Slater continua sendo o único top 45 com vitória este ano. O único evento que Slater não ganhou foi no Tahiti, etapa vencida pelo niteroiense Bruno Santos. Na busca por seu nono título mundial, o norte-americano lidera o ranking com uma vantagem de 1262 pontos sobre o segundo colocado, o australiano Joel Parkinson.
"Não imaginei que a emoção fosse me dominar. Mas nunca estive nessa posição, a esta altura do campeonato e com esse número de vitórias. Tem muita coisa boa acontecendo em minha vida, então quero só curtir e aproveitar cada instante", diz Kelly Slater ao boletim de imprensa distribuído pela ASP. Uma das vítimas de Slater foi o brasileiro Adriano Mineirinho, derrotado nas quartas-de-final por 15,17 a 9,84 pontos. O surfista do Guarujá estava muito contente com mais este bom resultado na temporada, apesar da derrota para o finalista Kelly Slater nas quartas-de-final, afinal ele se mantém entre os 10 melhores do mundo. Porém, caiu de quarto para sexto lugar no ranking. Mineirinho arrepiou durante toda a prova, mas teve dificuldade para escolher boas ondas no duelo com Slater e mais uma vez foi derrotado pelo surfista oito vezes campeão mundial.
Ele acha que pode vencer uma etapa na França ou na Espanha, mas diz que tem possibilidade de levar o título no Brasil. "Nos últimos anos busquei minha evolução em ondas pesadas e vou chegar 15 dias antes à etapa do Hawaii, onde preciso de mais know-how nas ondas tubulares. Não vou disputar as etapas do WQS no Hawaii só pra treinar em Pipeline, onde espero conseguir um bom resultado neste ano", torce.
Nas semifinais, Slater passou pelo aussie Joel Parkinson e Fanning estragou a festa do compatriota Taj Burrow, defensor do título da etapa. A decisão começou tensa e os surfistas tiveram dificuldades para selecionar as ondas em J-Bay. No decorrer da bateria, Slater passou a ditar o ritmo e descolou 8.50. Com Fanning caindo em praticamente todas as ondas, não foi difícil o norte-americano garantir mais um caneco. “Surfei como um idiota. Tive a oportunidade de ganhar o campeonato, mas caí muito. Não sei o que aconteceu para eu cair tanto. Estava me sentindo muito bem, apenas não consegui me manter sobre a prancha”, explica Fanning.
Para selar a vitória em Jeffreys, Slater arrancou 8.23 nos minutos finais e deixou o aussie precisando de uma combinação de notas para reverter a situação.
Com seis etapas para o final da temporada, ainda resta uma pequena possibilidade de outro surfista brigar pelo título mundial. Porém, essa probabilidade é muito pequena, já que os próximos eventos acontecem em ondas que Kelly Slater conhece muito bem.
“Acho que não terminou até chegar ao fim. Mas é como escalar o monte Everest e o Slater já está na metade da subida”, comenta Fanning sobre a difícil tarefa de defender o título do circuito mundial, que com o vice-campeonato pula para a quarta colocação no ranking WCT.
Aos 36 anos de idade, Slater detém a marca de surfista mais novo a conquistar o título mundial. Slater é também o surfista mais velho a ficar com o título. Em 2006, Slater foi campeão do WCT aos 34 anos de idade.
A próxima etapa do circuito mundial WCT rola entre os próximos dias 30 de julho e 10 de agosto em algum lugar da Indonésia.
Ranking do WCT 2008 depois de cinco etapas
· 1 - Kelly Slater (EUA) 5210
· 2 - Joel Parkinson (Aus)3948
· 3 - Bede Durbidge (Aus) 3782
· 4 - Mick Fanning (Aus) 3753
· 5 - Taj Burrow (Aus) 3638
· 6 - Adriano de Souza (Bra) 3540
· 7 - C.J. Hobgood (EUA) 3460
· 8 - Andy Irons (Haw) 3338
· 9 - Bobby Martinez (EUA) 3028
· 10 - Adrian Buchan (Aus) 2884
Fonte: WAVES.COM


Em ondas de até 2 metros, o norte-americano Kelly Slater conquistou sua terceira vitória no WCT 2008 ao faturar o Globe Pro Fiji, em Cloudbreak, Tavarua.

Slater começou o evento com uma nota 10 na primeira fase, depois deu uma virada sensacional na bateria contra seu amigo Bobby Martinez nas quartas e fez a final com uma expressiva vitória sobre o compatriota CJ Hobgood, deixando-o em combinação.

Com o título em Fiji, Kelly Slater dispara na liderança do ranking com 4010 pontos e fatura US$ 30 mil, enquanto CJ embolsa US$ 18 mil e agora totaliza 2728 pontos.

O paulista Adriano Mineirinho foi o melhor brasileiro na competição, parando apenas nas semifinais. Depois de uma emocionante vitória sobre o aussie Joel Parkinson nos instantes finais das quartas, onde Mineirinho fez uma das baterias mais memoráveis do evento.

É a primeira vez na temporada que Adriano sobe ao pódio, embolsando US$ 12 mil e assumindo a quarta posição no ranking da elite mundial.

Desde 1999 que um brasileiro não figura entre os top 5 e Adriano está quebrando tudo, vem trabalhando progressivamente sua escalada para a conquista do titulo mundial. Talento natural, preparo, determinação, foco e disciplina, sabe das dificuldades e devolve muito ao surf.

A competitividade dele e a habilidade de virar baterias nos momentos decisivos pesam nos resultados a seu favor. Analisando o regular-foot nas duas etapas no Pacifico Sul e ver que ele ficou em quinto e em terceiro lugar, passando para a quarta colocação do ranking WCT, aponto ele como grande destaque do ano junto com o australiano Bede Durbidge.

Em seu terceiro ano na elite mundial, Mineiro parece estar surfando já acostumado ao circuito, como se ele estivesse em competições amadoras de São Paulo, eventos que ele vencia três categorias de uma vez por campeonato, não há muito tempo.

Nas vezes em que se sentiu injustiçado com o julgamento, ele conversou com o head-judge, pesquisou os motivos e continuou seu trabalho, sem perder a postura profissional.

É com estas atitudes e vitórias que o pequeno gigante Adriano de Souza nos ensina muita coisa, além de nos dar muita alegria durante as etapas transmitidas pela internet.

Fonte: waves.com

O niteroiense Bruno Santos venceu o Billabong Pro Tahiti 2008, etapa do WCT finalizada dia 15 de maio, em ondas de 1 metro na bancada de Teahupoo, Tahiti.


Na final, Bruninho derrotou o local Manoa Drollet por 9.16 a 6.83 pontos. É a primeira vez que um brasileiro ergue a taça da cobiçada etapa taitiana.

Com a vitória, o niteroiense quebra o jejum brasileiro de seis anos sem vitória em etapas na elite mundial. O último a conquistar um título havia sido Neco Padaratz, em 2002, na França.

Bruninho embolsa US$ 30 mil pela façanha, enquanto Drollet fica com US$ 18 mil pelo vice-campeonato. Outro brasileiro que chegou ao último dia de prova foi Adriano Mineirinho, derrotado por Bruninho nas quartas-de-final. Mineirinho acabou na 5ª colocação.

Essa vitória é um exemplo que treino, dedicação, perseverança, personalidade, atitude e muita, mais muita vontade de vencer é o que fazem a diferença no “dream tour”.

Todos perguntam: O que falta para um brasileiro ser campeão mundial WCT? Falta a atitude de Bruninho nas ondas mais cascas do circuito e o foco no objetivo de ser o número um que tem Mineirinho.

Parabéns Bruno!!!

Alejo Muniz é campeão mundial sub-18, mas pela terceira vez seguida a Austrália conquista a medalha de ouro no Quiksilver ISA World Junior Surfing Championship 2008.


Na categoria sub-18, a principal do evento, o catarinense Alejo Muniz herdou a medalha de ouro do potiguar Jadson André e na sub-16 o paranaense Peterson Crisanto terminou com a de prata por décimos de diferença para o tahitiano Tamaroa McComb.

“Não estou nem acreditando. Lutei muito para estar aqui e quando recebi o convite aceitei na hora. Por ser convidado, a responsabilidade era muito grande e ofereço essa vitória para a minha família que sempre me apoiou em tudo.Estou muito feliz pela vitória, pois esse é meu último ano na categoria e eu queria mesmo fechar essa fase da carreira com este título. Graças a Deus consegui este título pro Brasil”, falou Alejo Muniz.


Na categoria sub-16, o paranaense Peterson Crisanto, dono da única nota 10 e do maior placar do campeonato, 19 pontos de 20 possíveis, venceu a final do evento principal para confirmar seu nome na decisão.



A decisão da medalha de ouro na sub-16 foi a mais disputada e emocionante do ISA World Junior de 2008. Assim como Alejo Muniz, Peterson Crisanto surfou a melhor onda da grande final e ganhou a maior nota do último dia: 9,62.

Só que o tahitiano Tamaroa McComb também fez bonito em uma onda muito boa que valeu 9,10 e garantiu a medalha de ouro por décimos de diferença na segunda nota computada, 8,44 contra 7,54 do paranaense. O placar foi encerrado em 17,54 x 17,16.

Resultados

Equipes

1 Austrália (medalha de ouro)

2 Brasil (medalha de prata)

3 Hawaii (medalha de bronze)

4 EUA (medalha de cobre)

Sub 18

1 Alejo Muniz (Bra)

2 Owen Wright (AUS)

3 Tyler Newton (Haw)

4 Marc Lacomare (Fra)

Sub 16

1 Tamaroa McComb (Tah)

2 Peterson Crisanto (Bra)

3 Matty Costa (Haw)

4 Ian Fontaine (Fra)



O primeiro fim de semana de maio teve uns dos maiores mares dos últimos tempos, sem contar a épica Joaca Irada de 2006. Onda de até 4 metros de sudeste quebraram na costa catarinense. O ápice do swell ocorreu no domingo demanhã, quebrando nas praias alternativas levando muita gente para o norte do estado.

No sábado a tarde, quando estive lá, a Joaca tinha somente uma cabeça no outside, que não pegou nenhuma durante 1 hora (tempo que estive por lá) mas mostrou muita disposição ao tomar na cabeça uma bomba depois de ter tentado entrar numa onda menor.


Joaquina 3/5/2008



Única cabeça na água

Já no domingo o mar subiu bastante e as ondas quebravam por volta dos 4 metros de sudeste, fechando o canal da barra, quebrando parcel da joaquina, ondas varrendo o gravatá a 50 metros do costão, quebrando uma só onda a 20 metros do costão da mole/galheta. Já nas praias onde o vento sul é terral e o swell entrou mais filtrado teve bastante movimentação como os Ingleses onde a crownd se estendia do costão até o centrinho.


Costão Mole/Galheta


Onda varrendo o costão da Mole (Gravatá)


Na Joaquina o destaque ficou para dulpa de Tow In Romeu Bruno (Jet) e Paulo Moura (surf) que fizeram a festa da galera que acompanhava tudo de cima do costão.


Joaquina 4/5/2008


Paulo Moura/ Romeu Bruno


Paulo Moura


Romeu Bruno/Paulo Moura


Paulo Moura/Romeu Bruno


Paulo Moura cavando na bomba
Resgate Fonte: deolhonomar.com.br

A defesa civil esteve de plantão junto com as demais autoridades de Santa Catarina e na tarde de sábado 04/05 o nosso amigo Dr.Joel Steinman da medicina esportiva passou altos sufoco no pico do Campeche. O mar foi subindo na parte da tarde a as correntes já estavam influenciadas pela força marítima gerada pelo ciclone. As ondas já passavam de dois metros de repente Dr.Joel perdeu a prancha e uma corrente forte o jogava cada vez mais para fora e ai ficou impossível nadar para a praia. O desgaste físico foi grande e após acenar por várias vezes à praia, um anjo da guarda viu e chamou o resgate. Foi cena de filme! Relata Dr.Joel que jamais se imagina sendo pescado pelo helicóptero e nessa situação. Foi tirado de dentro da água rapidamente pelo pessoal do resgate aéreo e Parabéns aos envolvidos pela agilidade em tira-lo do sufoco. Isso prova e mostra que as equipes de resgate estão muito bem preparado para possíveis eventualidades.

Fotos e Vídeo: Tiago Moritz

O feriado começou com ondas de meio a um metro, um pouco cheias. Muita gente na água, calor recorde no mês de maio nos últimos 90 anos. Céu azul, nenhuma nuvem e muito pouco vento. Quem se destacou no mar foram Junior Maciel, Marco Polo, Gilberto, André Zanini entre outros.


Jr Maciel


Marco Polo


Gilberto


André Zanini


SNI

Já na sexta as ondas diminuíram um pouco, mas o sol e o vento fraco permaneceram, com destaque para o Stewson...



Stewson

Stewson

É isso aí, assim começou o feriado de Corpus Christi , abraço.
Fotos: Tiago Moritz


Rola nesse fim de semana (24 e 25 de maio) um campeonato só de pranchas fish organizado pelo big rider Carlos Burle. Com um formato inédito no Brasil, contará com 16 duplas divididas entre surfistas convidados e convidados especiais que tem o surf como hobby e inspiração para suas atividades contemporâneas.
Segundo Burle, será uma ótima oportunidade de reunir ícones do surfe e praticantes que se destacam em outras áreas: 
- Será um evento em que o diferencial está no estilo e na qualidade de vida que o surfe proporciona aos seus praticantes, além de mostrar que esse esporte hoje faz parte do universo de vários formadores de opinião. Sempre tive vontade de fazer um evento desse gabarito, com a família participando e no qual a competição não fosse o mote principal, e sim o relacionamento.
As fish boards, modelo que surgiu no início dos anos 70, quando os longbards começaram
a ficar defasados e a necessidade de um surfe mais rápido e radical era latente. Por ser mais larga e grossa, esse tipo de prancha proporciona um surfe em que a diversão sobressai a performance, já que seu design faz com que o surfista ganhe mais projeção e estabilidade em suas manobras, além de facilitar bastante a entrada na onda.
O formato da competição será o seguinte. Cada bateria contará com quatro duplas, tendo 40 minutos de duração. Nos 20 minutos iniciais, entra na água o primeiro grupo (surfistas ou convidados), sendo substituído pelo segundo grupo, após a metade da bateria. Por razões de critério de julgamento, surfistas e convidados não competirão diretamente entre si. Passam para a fase seguinte as duas melhores duplas de cada beteria, até a final.
O sorteio das duplas será às 9h30m. A primeira fase, das 10h às 11h20m, terá quatro baterias com quatro duplas. As semifinais, das 11h20m às 12h40m, terá duas baterias com quatro duplas cada. A final terá uma bateria com 4 duplas, das 12h40m às 13h.
As pranchas (fish boards tamanhos 6'0" e 6'3") serão fornecidas pela organização do evento, ficando a cargo dos competidores a escolha do modelo. Cada competidor poderá ficar com a prancha escolhida para competir, desde que em contrapartida doe uma outra prancha para as duas comunidades escolhidas pela organização: Cantagalo ou Rocinha.
Além das disputas na água, o Mitsubishi Motors Fish Classic promoverá atividades para os familiares dos competidores e o público presente. Além do serviço de buffet, a criançada poderá se divertir com as várias atrações: animação em cena, oficina das artes, cantinho da massinha, pista de test-drive com a Pajero do Rally Dakar (de controle remoto ) e gincanas ecológicas.
A estrutura também contará com um espaço destinado à arrecadação de pranchas e equipamentos.
Fonte Globo.com