Slater começou o evento com uma nota 10 na primeira fase, depois deu uma virada sensacional na bateria contra seu amigo Bobby Martinez nas quartas e fez a final com uma expressiva vitória sobre o compatriota CJ Hobgood, deixando-o em combinação.
Com o título em Fiji, Kelly Slater dispara na liderança do ranking com 4010 pontos e fatura US$ 30 mil, enquanto CJ embolsa US$ 18 mil e agora totaliza 2728 pontos.
O paulista Adriano Mineirinho foi o melhor brasileiro na competição, parando apenas nas semifinais. Depois de uma emocionante vitória sobre o aussie Joel Parkinson nos instantes finais das quartas, onde Mineirinho fez uma das baterias mais memoráveis do evento.
É a primeira vez na temporada que Adriano sobe ao pódio, embolsando US$ 12 mil e assumindo a quarta posição no ranking da elite mundial.
Desde 1999 que um brasileiro não figura entre os top 5 e Adriano está quebrando tudo, vem trabalhando progressivamente sua escalada para a conquista do titulo mundial. Talento natural, preparo, determinação, foco e disciplina, sabe das dificuldades e devolve muito ao surf.
A competitividade dele e a habilidade de virar baterias nos momentos decisivos pesam nos resultados a seu favor. Analisando o regular-foot nas duas etapas no Pacifico Sul e ver que ele ficou em quinto e em terceiro lugar, passando para a quarta colocação do ranking WCT, aponto ele como grande destaque do ano junto com o australiano Bede Durbidge.
Em seu terceiro ano na elite mundial, Mineiro parece estar surfando já acostumado ao circuito, como se ele estivesse em competições amadoras de São Paulo, eventos que ele vencia três categorias de uma vez por campeonato, não há muito tempo.
Nas vezes em que se sentiu injustiçado com o julgamento, ele conversou com o head-judge, pesquisou os motivos e continuou seu trabalho, sem perder a postura profissional.
É com estas atitudes e vitórias que o pequeno gigante Adriano de Souza nos ensina muita coisa, além de nos dar muita alegria durante as etapas transmitidas pela internet.
Fonte: waves.com